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Call of Duty: World at War

23/06/08 - 15:06:39
Call of Duty migra para o Pacífico.
Criar um herdeiro à altura de um sucesso, que vendeu 10 milhões de cópias em praticamente 6 meses, não é tarefa fácil. Ano passado, gamers foram presenteados com um FPS de primeira: Call of Duty 4: Modern Warfare. O game foi um estouro ensurdecedor, intenso, com gráficos supremos e um viciante modo multiplayer. A Infinity Ward, desenvolvedora do game, fez um excelente trabalho e deixou um exemplo de como games baseados em tiroteios com perspectiva em primeira pessoa devem ser.

Agora é a vez da Treyarch, empresa responsável pelo desenvolvimento do despercebido Call of Duty 3, apresentar-se como encarregada do herdeiro de Modern Warfare. Retratando, novamente, o período que abrange a Segunda Guerra Mundial, a empresa promete que este não será somente mais um jogo baseado no fato histórico, mas sim, o melhor jogo sobre o tema. A ambição promissora tem nome: Call of Duty: World at War.

O mundo dos games está novamente na Segunda Guerra Mundial.

Um novo ambiente a ser explorado.

World at War contará com dois modos principais de campanha. A Red Army acontece em um período próximo ao fim da guerra, já a campanha Pacific faz com que o jogador participe das forças americanas em conflitos envolvendo inimigos Japoneses. Esta segunda é um ato incomum no gênero, devido às limitações propostas pelas plataformas precedentes. A vasta e exuberante vegetação apresentada em um game de gerações passadas se demonstrava muito limitada e, muitas vezes, deixava a desejar.
Florestas e tiroteios.
Com os recursos de processamento presentes nas plataformas de atual geração, a empresa promete retratar com fidelidade toda a atmosfera florestal. Ao invés de criar simples e banais vilarejos europeus recém bombardeados, a Treyarch resolveu investir pesado na natureza. A ênfase ao ambiente será um dos pontos fortes do game, pelo menos é o que Mark Lamia, líder do estúdio da equipe desenvolvedora, promete.

A exploração das florestas em um game tramado em plena Segunda Guerra Mundial nunca foi ressaltada em um game. Os inimigos japoneses da época eram completamente distintos dos presentes no eixo europeu e, além dos ocasionais banzai, não costumam ser enfatizados em games que carregam em seus ombros tal conflito histórico. Segundo Lâmia, agora estes inimigos serão explorados propriamente.

Em um clima que promete estar contaminado pela violência, Call of Duty: World at War se desenrolará em um tom mais áspero e cru. A tortura proposta pelos japoneses estará presente no game. Haverá cenas em que o jogador, que no início do game é um prisioneiro de guerra, encontra-se preso e, perto de si, presencia seu parceiro sendo torturado e morto por um oficial japonês. Intenso e, de acordo com a Treyarch, historicamente preciso. A equipe trabalhou em pesquisas que envolveram estudos em incontáveis materiais, livros e até veteranos da guerra.

Inimigos surpreendentes

Além das torturas, a jogabilidade também promete ser brutal e selvagem. Japoneses eram renomados por suas táticas de combate na mata, capazes de aparecerem subitamente em momentos inesperados. Isto estará modelado cautelosamente no game, e a camuflagem dos inimigos nipônicos será materializada abruptamente das perigosas florestas.

Uma das maneiras para se defender destes ataques repentinos será o uso de uma polêmica arma: o lança-chamas. Caso queira transformar a grama em cinzas, bastará aplicar algumas rajadas com esta arma, fazendo com que os inimigos não tenham onde se esconder. Queimar um inimigo não será uma coisa agradável, pois você terá de carregar um pesado galão de gasolina ao combate.

Todo cuidado será pouco em World at War.

Inimigos também se prenderão em árvores utilizando rifles de longa distância. Ao notar um oponente, o inimigo irá atirar com o intuito de ferir, para que seus companheiros ajudem o golpeado e, conseqüentemente, aumentem o número de vítimas do franco atirador.

Um incrível modo cooperativo

Um aspecto interessante no design dos níveis é a variedade de caminhos a serem percorridos em um só ambiente. Existirão várias possibilidades: o jogador poderá optar por cruzar sobre a água, em pontes de um vilarejo ou, se preferir, percorrer sob a vila e em córregos. A intensidade da série ainda está cultivada junto à floresta. Explosões, granadas e sangrentos conflitos homem a homem estarão preservados.

Call of Duty: World at War terá cooperativo para até 4 jogadores. A desenvolvedora Treyarch, assim como a Infinity Ward, é uma filial da Activision, e a relação entre estas duas fez com que a desenvolvedora de World at War pusesse as mãos na engine Modern Warfare há dois anos. O tempo passado foi útil para que a empresa notasse os erros e alguns recursos que poderiam ser aprimorados no sucessor de Call of Duty 4 e a promessa é que todos estes sejam aperfeiçoados e revisados. A jogabilidade será o ponto forte e talvez a novidade mais impressionante seja o cooperativo para até 4 pessoas.

É a primeira vez que a série recebe tal recurso e Call of Duty: World at War contará com a tela dividida em quatro para que até quatro jogadores possam percorrer a campanha simultaneamente. Além disso, o jogo terá sua dificuldade alterada dependendo do número e da habilidade dos jogadores.

No caminho do sucesso

Para conflitos online, o game seguirá os passos de seu antecessor, Call of Duty 4: Modern Warfare. World at War conterá vários dos recursos presentes em seu predecessor, afinal, o exemplo é sem dúvidas um dos games mais populares nos serviços Xbox Live e PlayStation Network. Isto significa que haverá persistência, e será possível criar diferentes classes usufruindo de armas e habilidades desbloqueadas.

Call of Duty: World at War rumo ao sucesso.


Na versão para Nintendo Wii, o jogo contará com suporte para o periférico Wii Zapper, e será desenvolvido por uma equipe “especial” da Treyarch. O modo cooperativo também estará presente e o game contará com total funcionalidade multiplayer.

Resta esperar se a experiência obtida pela empresa ao decorrer dos anos será suficiente para criar um novo ápice no gênero FPS, usufruindo com eficiência da aclamada engine concebida pelo seu antecessor. Caso a Treyarch proporcione um nível de intensidade, jogabilidade e um visual similar ao seu predecessor, então certamente Call of Duty: World at War irá servir de exemplo para os games baseados na Segunda Guerra Mundial.
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